Ponto final

Comecei a escrever e parei na metade da primeira linha. Inicialmente queria falar sobre querer agradar todo mundo e acabar quebrando a cara com isso. Nem coloquei o primeiro ponto final, e pensei comigo mesma: Espera, sério que você vai escrever sobre isso? Precisava escrever por estar chateada exatamente por tentar ser legal demais. No entanto, caí na real só por estar colocando tudo em palavras aqui, portanto, apaguei. Passamos a vida toda construindo valores e tentando nos melhorar a cada dia que se passa, pra alguém chegar em você e te chamar de burro, idiota… que seja. Nunca fui de me importar pra críticas do tipo (ainda não ligo tanto), mas não é todo dia que estou com um sorriso no rosto pra digerir tudo o que me dizem. Tem gente que acha que nosso ouvido é penico. Meu ideal é agradar a mim mesma, e sendo assim, fazer o que me faz bem. Sei exatamente quem sou, não deveria ligar nem um pouquinho sequer pra quem gosta de falar merda. Quando ia botar o ponto final na frase inicial deste texto, me peguei pensando no porquê de tanta preocupação. Ei, pare com isso. Não é, e nunca será possível agradar a todos. Ah, e nem a si mesmo. Ninguém aqui é perfeito, cometemos erros o tempo todo. Preocupe-se apenas em se melhorar, melhorar para si mesmo. Ou seja, mude porque quer, e não para agradar as pessoas. Se tem algo em você que está te incomodando, trabalhe nisso. Não tente ser legal o tempo todo, sério. Isso vai te sobrecarregar uma hora, e, acredite em mim, bem não vai te fazer. Ou vai, se aprender a não ficar se movendo pelos outros. Não tem aquela pessoa que você não foi com a cara, ou achou chatinha sem ter batido um bom papo, ou conhecido a fundo sua personalidade e coisas do tipo? Agora se coloque no lugar dela, e suponha que ela está no seu lugar. Por que este sentimento de reversão? Não faz sentido, não é mesmo? A primeira impressão que temos dos outros vale muito, mas não tanto quanto quando conhecemos de verdade quem cada um é. Essa pessoa também não te conhece. Bote na sua cabeça que conhecer é diferente de “conhecer”. Só fala quem sabe. E você sabe pra falar? Talvez tenha ouvido várias histórias/boatos, que seja, mas o que isso justifica? Fica na sua. Essa coisa de ficar julgando e apontando o dedo pra cara dos outros SEM CONHECER, é insuportável. Primeiro, se conheça. Depois, só isso mesmo. Lembre-se também que o outro também tem paranóias. O propósito é não tirar conclusões precipitadas; conclusão geralmente vem no final, isto é, quando se conhece o outro. Tanto se fala de compaixão mas compaixão pouco se tem. Olha a que ponto cheguei. Estou bem melhor agora. Bendito ponto final que não botei.

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